Tempestade Solar Extrema Atinge a Terra: Auroras em Regiões Tropicais e Alertas para Satélites

Na madrugada desta terça-feira, uma tempestade solar de nível extremo (G5) atingiu o campo magnético da Terra, provocando auroras boreais e austrais visíveis em regiões tropicais, como o norte da Austrália e o México. O fenômeno, decorrente de erupções solares ocorridas na última sexta-feira, também elevou o risco de falhas em satélites de comunicação e na rede elétrica em áreas de alta latitude.

O Centro de Previsão do Clima Espacial dos EUA (SWPC) confirmou que a tempestade atingiu a Terra às 3h00 UTC, com velocidade de 800 km/s. A última vez que um evento dessa magnitude foi registrado foi em novembro de 2003, quando tempestades solares causaram apagões na Suécia e danificaram satélites japoneses.

Em redes sociais, internautas de países como Colômbia, Egito e Havaí compartilharam imagens de céus avermelhados e arroxeados. ‘É surreal ver as luzes dançando sobre o Mar do Caribe’, escreveu um usuário de Porto Rico, em uma publicação que viralizou.

Especialistas alertam que a tempestade pode durar até 48 horas. Entre os possíveis impactos estão interferências em sinais de GPS, aumentos de correntes induzidas em oleodutos e transformadores, e a degradação de painéis solares de satélites. Agências espaciais recomendam que operadores de sistemas de navegação aérea e empresas de energia monitorem seus equipamentos.

O fenômeno também reacendeu debates sobre a necessidade de investimentos em infraestrutura resiliente. ‘Precisamos nos preparar para eventos extremos, pois o ciclo solar está se aproximando de seu pico em 2025’, afirmou a Dra. Helena Souza, do Observatório Nacional do Brasil.

Apesar dos riscos, especialistas ressaltam que a atmosfera terrestre protege a vida na superfície dos efeitos diretos da radiação. No entanto, astronautas na Estação Espacial Internacional (ISS) foram orientados a permanecerem em áreas mais blindadas como medida preventiva.

As próximas horas serão cruciais para avaliar a evolução da tempestade. O SWPC promete atualizações contínuas conforme dados de novos satélites meteorológicos forem recebidos.

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