Tempestade Solar de Junho: Como o Clima Espacial Pode Afetar Satélites e Redes Elétricas

Uma poderosa tempestade solar está prevista para atingir a Terra entre os dias 20 e 22 de junho de 2026, segundo o Centro de Previsão do Clima Espacial da NOAA. O fenômeno, classificado como G4 (severo) em uma escala de 1 a 5, pode gerar auroras boreais visíveis em latitudes incomuns, como o sul do Brasil, mas também traz riscos para satélites, redes elétricas e comunicações de rádio.
O que está acontecendo?
Uma ejeção de massa coronal (CME) foi detectada na manhã de quarta-feira, emanando de uma mancha solar ativa. A CME viaja a aproximadamente 2 milhões de km/h e deve chegar ao campo magnético terrestre em 48 horas. Especialistas da NASA e da ESA monitoram de perto a situação.
Impactos esperados
Satélites de comunicação e navegação podem sofrer interferências, com possíveis falhas temporárias em GPS e transmissões de TV. Companhias aéreas já foram orientadas a rerrotar voos que sobrevoam regiões polares. Redes elétricas em altas latitudes, como no norte dos EUA e Canadá, podem experimentar surtos de tensão. A Estação Espacial Internacional (ISS) pode precisar que seus astronautas se refugiem em áreas mais protegidas da radiação.
Recomendações
A Agência Espacial Brasileira recomenda que operadores de satélites e empresas de energia adotem protocolos de contingência. Para o público em geral, não há riscos diretos à saúde, mas é possível que haja interrupções em serviços de internet via satélite. Fique atento a alertas oficiais.
Este é o maior evento solar desde 2003, quando uma tempestade similar causou apagões na Suécia. A atividade solar está em seu pico no ciclo de 11 anos.

