Cúpula do G20 aprova taxação de bilionários para combater desigualdade

Acordo histórico no Rio de Janeiro

Durante a Cúpula do G20 realizada no Rio de Janeiro, os líderes das maiores economias do mundo aprovaram uma proposta inédita de taxação de bilionários. O imposto mínimo global de 2% sobre fortunas acima de 1 bilhão de dólares deverá gerar cerca de 250 bilhões de dólares anuais, que serão destinados a fundos de combate à pobreza e à desigualdade.

Reações e críticas

O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, celebrou o acordo como um passo essencial para reduzir as disparidades econômicas. Por outro lado, o governo dos Estados Unidos, representado pelo presidente Joe Biden, expressou cautela sobre a implementação, enquanto a França, liderada por Emmanuel Macron, defendeu a medida como necessária.

A proposta foi inicialmente apresentada pelo economista Thomas Piketty e apoiada por organizações como a Oxfam e a Anistia Internacional. Empresários como Elon Musk e Jeff Bezos criticaram a medida, afirmando que pode desestimular o investimento e a inovação.

Próximos passos

A implementação ficará a cargo da OCDE, que terá até 2026 para definir as regras. O FMI e o Banco Mundial serão responsáveis por monitorar o uso dos recursos. A próxima cúpula, na Índia, deverá avaliar os primeiros resultados.

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