Crise Climática: IPCC Alerta que Metade da Humanidade Sofrerá com Calor Extremo até 2026

Relatório do IPCC: Calor Extremo Ameaça Metade da População Global
O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) divulgou um relatório alarmante nesta segunda-feira, prevendo que até junho de 2026, ondas de calor extremo podem afetar até 4 bilhões de pessoas, metade da população mundial. O documento, baseado em modelos climáticos avançados, destaca regiões como o Sul da Ásia, África Subsaariana e partes da América Latina como as mais vulneráveis.
A secretária-geral da ONU, António Guterres, classificou as conclusões como ‘um alerta para a humanidade’ e pediu ação urgente dos governos. ‘Não há mais tempo para negacionismo. Precisamos reduzir emissões e adaptar nossas cidades’, afirmou Guterres durante a apresentação em Genebra.
O Brasil, segundo o estudo, terá aumento significativo de dias com temperatura acima de 40°C, especialmente nas regiões Norte e Nordeste. O cientista brasileiro Carlos Nobre, membro do IPCC, explicou que a Amazônia pode perder sua capacidade de regulação climática. ‘Estamos próximos de um ponto de inflexão. A floresta pode se transformar em savana’, alertou.
O relatório também aponta que as populações pobres e idosas serão as mais afetadas, com falta de acesso a ar-condicionado e água potável. Organizações não governamentais como a Oxfam criticaram a lentidão dos países ricos em financiar a adaptação climática.
Especialistas recomendam medidas como a criação de centros de resfriamento em zonas urbanas, plantio de árvores e investimento em energias renováveis. A Conferência das Partes (COP31), marcada para novembro na Austrália, será decisiva para novas metas globais.

