Acordo Global de Clima: Líderes Assinam Pacto para Reduzir Emissões de Metano

Em uma cúpula histórica realizada no Rio de Janeiro, líderes de 150 países assinaram hoje um acordo global sem precedentes para reduzir as emissões de metano em 30% até 2030. O pacto, que visa combater as mudanças climáticas, foi celebrado como um marco, mas críticos alertam que a meta é insuficiente.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, chamou o acordo de “passo crucial”, mas enfatizou a necessidade de ações mais ambiciosas. “O metano é um gás de efeito estufa 80 vezes mais potente que o CO2 em 20 anos, e reduzir suas emissões é a estratégia mais rápida para desacelerar o aquecimento global”, disse Guterres.
O acordo inclui compromissos de grandes produtores de petróleo e gás, como a Arábia Saudita e os Estados Unidos, que prometeram investir em tecnologias de captura de metano. No entanto, ambientalistas como Greta Thunberg criticaram a falta de prazos mais curtos e a ausência de mecanismos de fiscalização.
O Brasil, anfitrião da cúpula, assumiu um papel de liderança, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciando metas nacionais ambiciosas para reduzir o desmatamento na Amazônia, uma das maiores fontes de metano natural.
A assinatura ocorre em um momento em que o mundo enfrenta ondas de calor recordes, incêndios florestais e secas, evidenciando a urgência da crise climática. Especialistas esperam que o acordo sirva de base para a COP30, que será realizada em Belém em 2025.

