Líderes Mundiais Anunciam Pacto Histórico para Energia Limpa

Em uma cúpula realizada em Genebra, líderes de 50 países assinaram um pacto histórico para acelerar a transição para energia limpa. O acordo, denominado “Pacto de Genebra”, estabelece metas ousadas: reduzir em 60% as emissões de carbono até 2035 e alcançar 80% de fontes renováveis na matriz energética global até 2040.

O pacto inclui a criação de um fundo de US$ 500 bilhões para financiar projetos em países em desenvolvimento, com contribuições de nações ricas e do setor privado. A ONU e o Banco Mundial serão os principais facilitadores.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, celebrou o acordo como “um passo decisivo para salvar o planeta”. Já a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, destacou que a Europa está pronta para liderar pelo exemplo, com investimentos em hidrogênio verde e energia eólica offshore.

China e Estados Unidos, os dois maiores emissores de carbono, também aderiram ao pacto, surpreendendo analistas. O presidente chinês, Xi Jinping, afirmou que seu país está comprometido com a neutralidade de carbono até 2060, mas que precisa de apoio tecnológico.

Ambientalistas, no entanto, criticam a falta de mecanismos de fiscalização. A ativista Greta Thunberg, presente à cúpula, chamou o pacto de “hipócrita”, lembrando que promessas anteriores não foram cumpridas.

O acordo também prevê a criação de um painel internacional para monitorar o progresso, com relatórios anuais. Os próximos passos incluem a implementação de políticas nacionais e a negociação de detalhes técnicos.

A cúpula termina amanhã, mas o impacto do pacto deve ser sentido por décadas, moldando políticas econômicas, energéticas e ambientais em todo o mundo.

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