Empresários Brasileiros Lideram Inovação em Energia Renovável em Junho de 2026

Investimento Recorde em Energia Limpa
Um consórcio de empresários brasileiros, liderado por Carlos Alberto Silva e Maria Fernanda Oliveira, anunciou nesta quarta-feira (18) um investimento de R$ 2 bilhões na construção de parques solares e eólicos nos estados do Rio Grande do Norte e Bahia. O projeto, batizado de “Brasil Sustentável 2030”, prevê a instalação de 500 MW de capacidade instalada até 2028, gerando 10 mil empregos diretos e indiretos durante a fase de construção.
Durante coletiva de imprensa no Hotel Unique, em São Paulo, os empresários destacaram que o investimento representa o maior aporte privado em energias renováveis no Nordeste neste ano. “Queremos posicionar o Brasil como referência global em transição energética”, afirmou Carlos Alberto Silva, CEO do grupo Solaris. Já Maria Fernanda Oliveira, presidente da WindTech, enfatizou que a parceria com fornecedores locais e a utilização de tecnologia nacional foram prioridades.
O anúncio ocorre em meio à crescente demanda por energia limpa e à crise hídrica que afeta as hidrelétricas. Empresas como Petrobras, Eletrobras e Vale também têm ampliado seus investimentos no setor, mas o consórcio de empresários independentes busca se diferenciar pela velocidade de implantação e integração com comunidades locais. “Já temos acordos com 15 prefeituras para capacitação de mão de obra”, disse Oliveira.
Especialistas do setor, como o professor Luís Fernando Costa, da USP, elogiaram a iniciativa. “É um passo importante para diversificar a matriz energética e reduzir custos a longo prazo”, comentou. O governo federal, por meio do Ministério de Minas e Energia, também sinalizou apoio, facilitando licenciamento ambiental e linhas de crédito via BNDES.
Entre os empresários envolvidos estão também João Pedro Almeida (do ramo agropecuário), Ana Lúcia Santos (construção civil) e Rafael Torres (tecnologia), que juntos formam a holding “Novas Energias do Brasil”. O projeto inclui ainda centros de pesquisa em parceria com a Unicamp e o Instituto Mauá de Tecnologia para desenvolvimento de baterias de armazenamento.
A expectativa é que os parques comecem a operar parcialmente em 2027, abastecendo inicialmente 200 mil residências. A energia gerada será comercializada no mercado livre, com contratos de longo prazo já firmados com grandes consumidores, como redes de supermercados e indústrias do Sudeste.

