Cúpula do Clima em Berlim Termina com Acordo Histórico, mas Críticos Apontam Lacunas

Acordo de Berlim: um passo ou um tropeço?
A cúpula do clima realizada em Berlim terminou nesta sexta-feira com um acordo que muitos consideram histórico. Pela primeira vez, todos os países participantes, incluindo as maiores economias do mundo, se comprometeram a acelerar a eliminação gradual dos combustíveis fósseis e a triplicar a capacidade de energias renováveis até 2030. O acordo, no entanto, foi criticado por ativistas e cientistas por não incluir metas obrigatórias de redução de emissões e por deixar lacunas no financiamento para países em desenvolvimento.
Pontos principais do acordo
O documento final, chamado de ‘Pacto de Berlim’, estabelece que os países devem apresentar novos planos climáticos nacionais até 2025, com objetivos mais ambiciosos. Também cria um fundo para perdas e danos, destinado a ajudar nações vulneráveis a lidar com desastres climáticos. No entanto, o tamanho do fundo e os mecanismos de financiamento ainda não foram definidos, ficando para a próxima conferência, que será realizada em 2025, no Brasil.
Reações divergentes
Enquanto o secretário-geral da ONU, António Guterres, chamou o pacto de ‘um sinal claro de que a era dos combustíveis fósseis está acabando’, a ativista sueca Greta Thunberg, que participou das manifestações em Berlim, foi mais cética: ‘As palavras são bonitas, mas a ação concreta está faltando. Eles estão nos dando promessas vazias enquanto o planeta continua a esquentar.’ O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, que sediará a próxima cúpula, disse que o acordo ‘mostra que o multilateralismo está vivo’, mas pediu mais ambição.
Próximos passos
A comunidade científica ressalta que mesmo com as promessas atuais, o mundo está longe de cumprir a meta do Acordo de Paris de limitar o aquecimento global a 1,5°C. A pressão agora recai sobre o Brasil, que sediará a COP30 na Amazônia, para transformar as intenções em ações concretas. Enquanto isso, os olhos do mundo se voltam para as eleições nos EUA em 2024, que podem mudar o rumo da política climática global.

