A Nova Rota da Seda: Como a China Está Redesenhando o Comércio Global em 2026

China Amplia Investimentos na Nova Rota da Seda
Em julho de 2026, a China anunciou novos investimentos de US$ 50 bilhões na Nova Rota da Seda, formalmente conhecida como Iniciativa do Cinturão e Rota (BRI). O projeto, lançado pelo presidente Xi Jinping em 2013, busca conectar mais de 70 países em uma rede de infraestrutura que abrange portos, ferrovias e estradas. Os novos recursos serão direcionados para a construção de um corredor ferroviário ligando a China ao Paquistão, conhecido como Corredor Econômico China-Paquistão (CPEC), além de expansões em portos na África Oriental.
Especialistas apontam que a BRI está redesenhando as rotas comerciais globais, reduzindo o tempo de transporte entre a Ásia e a Europa em até 50%. No entanto, críticos alertam para o risco de armadilhas de dívida, como observado em países como Sri Lanka e Quênia. A China defende que os investimentos são benéficos e que acordos de reestruturação de dívidas estão em andamento.
A União Europeia, por sua vez, lançou a sua própria iniciativa de conectividade, a Estratégia Global Gateway, para competir com a influência chinesa. Enquanto isso, os Estados Unidos anunciaram parcerias com a Índia e outros países do Indo-Pacífico para contrabalançar a presença de Pequim.
Empresas brasileiras, como a Vale, têm se beneficiado da demanda chinesa por minério de ferro, utilizando os novos portos construídos na costa oeste africana. O Banco Asiático de Investimento em Infraestrutura (AIIB), liderado por Jin Liqun, financia parte dos projetos. A ministra das Relações Exteriores do Brasil, embaixadora Maria Luísa Escorel, visitou a China em maio para discutir acordos bilaterais relacionados à BRI.
A expansão da BRI também levanta questões ambientais, especialmente na Amazônia, onde a China investe em mineração e agricultura. Organizações não governamentais pressionam por maior transparência e sustentabilidade.

