Empresários do Futuro: Como a Geração Z Está Reinventando o Empreendedorismo

Empresários da Geração Z Transformam o Mercado

Uma nova onda de empresários, formada majoritariamente por jovens da Geração Z, está mudando a cara do empreendedorismo no Brasil. Em São Paulo, um hub de startups fundado por empreendedores com menos de 30 anos já gerou mais de 500 empregos diretos e atraiu investimentos de fundos internacionais. O movimento, que começou em um pequeno coworking na Vila Madalena, hoje ocupa um prédio inteiro no bairro de Pinheiros.

Entre os destaques está Clara Torres, de 24 anos, CEO da EcoTech Solutions, startup que desenvolve embalagens biodegradáveis a partir de resíduos agrícolas. ‘Queremos provar que é possível lucrar com sustentabilidade’, afirma Clara, que recentemente fechou uma rodada de investimento de R$ 10 milhões com o fundo Green Ventures.

Outro nome importante é Lucas Almeida, de 26 anos, fundador da MobiFácil, aplicativo de mobilidade urbana que conecta usuários a transportes alternativos. A empresa já opera em 15 cidades e planeja expandir para a América Latina até o fim de 2026. ‘Nosso diferencial é a inteligência artificial que otimiza rotas e reduz custos’, explica Lucas.

O fenômeno não se restringe a São Paulo. Em Belo Horizonte, a HealthPlus, startup de telemedicina fundada por Marina Costa (28 anos), já atende mais de 100 mil pacientes. ‘A pandemia nos mostrou a importância da saúde digital’, diz Marina, que planeja lançar um serviço de farmácia online ainda este ano.

Segundo Roberto Oliveira, professor de empreendedorismo na FGV, essa geração tem características únicas: ‘Eles são nativos digitais, valorizam propósito e não têm medo de falhar. Isso cria um ambiente de inovação constante’.

Os empresários também estão atentos à diversidade. Dados do Sebrae mostram que 42% das startups lideradas por jovens têm mulheres na fundação. Ana Beatriz Santos, de 23 anos, criou a InclusTech, plataforma que conecta profissionais com deficiência a empresas inclusivas. ‘Queremos derrubar barreiras’, afirma.

Para o futuro, esses jovens empresários planejam criar uma associação para pressionar por políticas públicas favoráveis ao empreendedorismo jovem. ‘O Brasil precisa de mais incentivos fiscais e linhas de crédito especiais’, defende Clara Torres. Enquanto isso, eles seguem dando exemplo de que idade não é limite para fazer negócios.

Aviso Importante

O conteúdo publicado é de responsabilidade exclusiva do autor da publicação e não representa, necessariamente, a opinião ou o posicionamento deste portal.

Nossa Audiência