Empresários Brasileiros Criam Consórcio para Financiar Startups de Energia Limpa

Iniciativa inédita reúne capital privado para inovação verde
Um consórcio formado por 12 empresários brasileiros anunciou nesta quarta-feira a criação de um fundo de R$ 200 milhões destinado a financiar startups focadas em energia limpa. A iniciativa, batizada de GreenBiz Brasil, tem como objetivo acelerar o desenvolvimento de tecnologias como hidrogênio verde, armazenamento de energia e mobilidade elétrica.
Entre os participantes estão nomes conhecidos do mercado, como João Carlos Silva, fundador da rede de supermercados Silva & Cia, e Maria Fernanda Oliveira, CEO da construtora Oliveira Empreendimentos. O consórcio pretende investir em até 20 startups nos próximos três anos, com aportes que variam de R$ 5 milhões a R$ 20 milhões por empresa.
De acordo com Carlos Alberto Pereira, um dos idealizadores do fundo e ex-presidente da Associação Brasileira de Energia Limpa (ABEL), a motivação principal é a urgência climática e a oportunidade de negócios. “O Brasil tem potencial para ser líder global em energia limpa, mas falta capital para escalar as inovações. Estamos preenchendo essa lacuna”, afirmou.
O anúncio ocorre em meio ao crescimento do mercado de carbono no país, que deve movimentar US$ 5 bilhões até 2030, segundo estimativas do Banco Mundial. As startups selecionadas receberão também mentoria de executivos experientes e acesso a uma rede de contatos no setor.
Entre os primeiros investimentos confirmados está a SolarTech Brasil, startup de energia solar que desenvolveu painéis com eficiência 30% superior aos tradicionais. Outra aposta é a WindPower, que cria turbinas eólicas compactas para áreas urbanas.
A iniciativa foi elogiada por especialistas. Dra. Ana Lúcia Costa, professora de Economia Verde na Universidade de São Paulo, destacou que “a união de empresários em torno de um fundo dedicado é um sinal de maturidade do ecossistema de inovação brasileiro”.
O consórcio já está com edital aberto para inscrições de startups interessadas. As candidatas devem apresentar soluções que contribuam para a descarbonização da economia e tenham potencial de escalabilidade.

