Acordo Histórico: 50 Nações Unem-se para Criar o Maior Santuário Marinho do Mundo

Em uma conferência realizada em Lisboa, representantes de 50 nações assinaram um tratado inovador para estabelecer o maior santuário marinho da história, cobrindo uma área de 10 milhões de quilômetros quadrados no Oceano Pacífico. O acordo, denominado “Pacto Azul”, visa proteger ecossistemas críticos, como recifes de coral e rotas de migração de baleias, além de combater a pesca predatória e a poluição plástica.
A iniciativa foi liderada pela Costa Rica, França e Quênia, e recebeu apoio de gigantes como Estados Unidos, China e Brasil. O secretário-geral da ONU, António Guterres, celebrou o pacto como “um raio de esperança em um mar de desafios climáticos”. Especialistas estimam que a medida ajudará a capturar até 1 bilhão de toneladas de CO2 por ano, além de preservar mais de 5.000 espécies marinhas ameaçadas.
Entretanto, organizações ambientais alertam para a necessidade de fiscalização eficaz. O WWF e o Greenpeace pedem a criação de um comitê internacional com poder de sanção. “Sem mecanismos de monitoramento, o acordo seria apenas papel”, afirmou à imprensa a ativista Greta Thunberg, que participou virtualmente. O tratado também inclui compensações financeiras para países em desenvolvimento, que receberão um fundo inicial de US$ 50 bilhões.
O próximo passo é a ratificação pelos parlamentos nacionais. Espera-se que o pacto entre em vigor até 2028, com revisões periódicas. “É o começo de uma nova era para a governança oceânica”, declarou o presidente da Costa Rica, Rodrigo Chaves. A comunidade científica acompanha com otimismo, mas ressalta que o sucesso dependerá da ação conjunta de governos, indústrias e cidadãos.

